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Para falar com com Roberto Gutierrez ligue (69) 8431 1077 ............................................................................................1setembro de 2008 Macena
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Coluna do Raupp

 

Pelópidas Silveira foi dos mais dignos e respeitáveis expoentes da raça humana. Culto, correto, inatacável, fez parte de fornada de homens cujos valores alimentaram o sonho de um Brasil que se desviou de vez no horror de 1964, no domínio incontornável da comunidade financeira internacional, advinda no bojo da ditadura militar (1964-85).
Márcio Accioly

 

Corrupção comprovada passa de R$ 3 bilhões, mas retorno aos cofres públicos é mixaria.
Paulo Queiroz

 

 

Acir Gurgacz
Por que alguém decide entrar para a política? Essa pergunta deve ficar martelando na cabeça de muitos e muitos brasileiros.

 

 

Assis Canuto

 

 

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pela primeira vez na história, o município lança seis candidatos para concorrerem à sucessão

 

 

José Luiz Duizith

 

 

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Busquem as informações necessárias antes de se fazer uma escolha. Descubram há quanto tempo existe esta IES! Qual é o seu histórico? Quantos cursos ela possui e quantos deles são reconhecidos? Faça a melhor escolha para seu futuro profissional e pessoal, e não se entregue fácil a propagandas e promessas

 

Edmilson Rodrigues

 

 

 

Vitor Paniágua

 

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Carlos Macena

(sábado, 13/09/08)

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Como tudo começou...


Gente de todo o Brasil punha seus olhos sobre esse canto então esquecido do Oeste brasileiro, que dormitava em berço esplêndido desde a década de 60, após o fim do último ciclo da borracha. E não era diferente em Brasília, onde a família Macena planejava juntar-se a milhares de outras que, Brasil afora, arrumavam malas, vendiam seus “pissuídos” e alinhavavam seus sonhos de prosperidade iminente, irradiados dia e noite pelas emissoras de rádio e televisão, como no “Jonral Nacional”, ainda comandado por Cid Moreira e Sérgio Chapelin, e a Rádio Nacional da Amazônia, onde brilhavam na hora do almoço Edelson Moura e Márcia Ferreira, com seus recados que trançavam sobre o Brasil uma rede hertziana de esperança e agitação – “José Honorino de Souza, de Itaituba, manda avisar seus irmãos Orlandino e Osmandino, em Bom Jesus da Lapa, na Bahia, que está enviando pelo motorista da Gontijo que saiu ontem o dinheiro da passagem pra todo mundo vir embora pro Pará”, “Francisco Félix, de Sinop, manda lembranças para sua tia Erli, em Cornélio Procópio, Paraná, e avisa que no fim do ano vai lá buscar a noiva Anelise, se ela inda o quiser”, e assim por diante.
Na primeira viagem para conhecer a nova terra, nas férias escolares de julho daquele ano, D. Tereza Macena, Carlos Pedro, Sávio Augusto e Carlos Antonio aboletaram-se na Brasília verde-iguaçu novinha em folha, placas BB 4035, e partiram da superquadra 713 Norte rumo ao sertão rondoniano.
A estrada já era velha conhecida da família pelo menos até Santa Rita do Araguaia, a cidadezinha que divide com Alto Araguaia a fronteira entre Goiás e Mato Grosso. O patriarca Pedro Macena, maranhense valente que desceu as barrancas do rio na década de 20 desde Barra do Corda até Lajeado para garimpar, criar gado, ser cesteiro, carpinteito e fazer o que fosse justo e preciso para sustentar a família, havia fincado o primeiro cruzeiro de madeira em frente à igreja matriz de Santa Rita, cruzeiro até hoje visto por quem passa pela rodovia que corta a cidade. Na infância, os três irmãos – dois de sangue e um de criação – muitas vezes jogaram bola, nadaram no rio e foram espiar as meninas do colégio de freiras que existia no lado mato-grossense, ao lado do Patronato Salesiano Ginásio Pe. Carletti, então um dos maiores internatos do Mato Grosso e onde hoje funciona um campus avançado da UFMT.
Luziânia, Anápolis, Goiânia, Guapó, Rio Verde, Jataí, Mineiros, Santa Rita, Alto Araguaia, Torixoréu – a fieira de cidades, corrutelas e pouco mais que arrabaldes de então estendia-se até Cuiabá, onde o asfalto acabava. Ou melhor, começava. Os homens do 5º BEC trabalhavam dia e noite para cobrir com a lama negra os estirões de cinco, dez quilômetros que iam demarcando implacavelmente as “novas fronteiras do progresso”, que deixavam para trás Várzea Grande, Cáceres, o posto do Pedro Neca até chegar ao famigerado areião do Évora, quando a intrépida trupe brasiliense começou a sentir o quanto dói uma saudade.
Depois de dois dias na estrada e os pneus furados 33 vezes, a alma caridosa de um borracheiro compadecido avisou, em Pontes e Lacerda, que, ou calibravam cada pneu com pelo menos 40 libras, ou iam chegar a Porto Velho de muletas, de tanta buraqueira e “costela-de-vaca” por enfrentar.
Pneu, aliás, era coisa que dava muita história boa. Lá pelas tantas do segundo dia de viagem, suando e praguejando contra os buracos, a distância, o calor, a poeira, as porcas empenadas, Carlos Pedro nem percebeu que, em volta da Brasília, foram se juntando, mansa e curiosamente, pelo menos umas vinte novilhazinhas, assuntando aquela arrumação, para elas das mais esquisitas. Quando deu por si, olhou em volta e saiu berrando, com a chave de roda em riste; “Quê que foi? Quê que foi? Nunca viram ninguém trocando pneu? Sai, foge, foge”... As bezerras, coitadas, partiram à toda, espavoridas diante da besta-fera furibunda, aparentemente tão pacífica.
topográficas das empreiteiras que desenhavam o traçado final da rodovia se confundiam na planura do chapadão, muitos caminhoneiros enveredavam por trilhas abertas na marra no meio do cerrado e acabavam se perdendo no meio do sertão.
Cansados da viagem, meio mortos de fome, os viajantes se depararam com um acampamento da Serveng-Civilsan, onde um cozinheiro fortão e gay, o Formigão, teve dó da turma e fez um prato de comida para cada um, e cada um dormiu no seu próprio lugar dentro do carro.
De repente, no meio da madrugada, batem na janela do carro uns três ou quatro caminhoneiros bêbados, que, durante o dia, tinham percebido que a Brasília estava com a barra da direção empenada, dizendo que queriam “ajudar a arrumar o carro”, àquela hora da noite. Tremendo de medo, mas ainda com sangue-frio suficiente para reagir, os três irmãos deram um jeito de enrolar os pinguços e, num vacilo deles, caíram na estrada. Os caminhioneiros montaram nos seus possantes 1519, à época o modelo mais potente entre os trucados que rodavam pelo Brasil, e partiram atrás. Foi mais de uma hora de perseguição até despistá-los, com o pavor de serem alcançados e, literalmente, despedaçados pelos caminhoneiros-assaltantes.
O terror da família foi ainda maior por causa da lenda que corria na época. Ela dizia que um caminhoneiro de Barretos, desesperado depois de dias perdido entre as trilhas do areião do Évora, havia morrido de sede. Inconformados, seus colegas partiram à sua busca até se depararem com o caminhão do amigo, andando em alta velocidade. Aceleraram a marcha, mas, quando emparelharam com a cabine, viram, horroziados, que apenas o esqueleto e a caveira do motorista desgraçado conduziam o caminhão-fantasma, que seguiu viagem sertão adentro e nunca mais foi visto...

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