Abril de 2007 | Humor | Cristian Menezes | Márcio Acciolly
  • Conheça o colunista
  • Opinião de Gutierrez
  • Mande um e-mail

  • *José Luiz Andrade Duizith

    Coluna anterior = colula posterior
    O papel das instituições privadas na educação superior no Brasil


    Discute-se muito o ensino no Brasil, principalmente a educação básica. Segundo o Senador Cristóvão Buarque, apenas 33% dos alunos terminam o ensino médio e desses, apenas 18% entram no ensino superior. Em sua fala em uma palestra que compareci, e devo concordar com o mesmo, “somente uma boa educação de base pode revolucionar a educação, e isso terá reflexo imediato no crescimento do ensino superior”. Será este o caminho? Bom, é só observarmos dados estatísticos apresentados pela (UNESCO, 2005), onde (32%) de nossas crianças repetem a primeira série do ensino fundamental. Isso significa que de cara, muitos desistem, se desestimulam com o ensino, com a escola. Isso é muito? Claro, pois segundo esta mesma pesquisa, mostra que na Europa e Estados Unidos esta reprovação chega-se perto de (0%), na Índia (4%), no México (9%) e na Argentina (10%).
    Porque iniciamos falando da educação básica se o assunto foca-se no Ensino Superior? Simples, pois a mesma é a formadora de alunos para a educação superior. Mas precisamos primeiramente quebrar alguns paradigmas antes de darmos início, pois em uma primeira leitura, falando-se em número de alunos e IES Privadas, a primeira análise seria, caso o leitor não conheça bem a área da educação superior, a seguinte: “as IES privadas só pensam em “dinheiro”, “só querem sugar”, “não se preocupam com o ensino”, etc. Infelizmente esta é a leitura que muitos fazem, mas como falei, tentarei quebrar alguns desses paradigmas.
    É interessante sabermos de um dado estatístico, apresentado pelo Sr. Gustavo Ioschpe, onde demonstra que 73% das matrículas do ensino superior brasileiro, encontram-se nas IES Privadas. Isso mesmo, apenas 27% estão nas IES Públicas. Tem mais, se não existissem as IES Privadas, teríamos hoje apenas 5,4% de matrículas no ensino superior. Assustador, certo? Mas esta expansão das IES provadas deve-se ao espaço deixado pelas IES públicas. Um exemplo pode ser visto em nosso estado, onde segundo fonte do INEP, das 28 IES do estado de Rondônia, apenas duas são públicas, sendo ainda que uma delas é uma escola técnica, não de ensino superior.
    Outro fator importante apresentado, seria a análise no mercado da inserção dos profissionais oriundos das IES públicas e privadas. A conclusão: não há diferenças em termos salariais. Analisando este dado, demonstra-se que não há diferença em formação da melhor ou pior, e sim igual.
    Claro que as IES privadas cobram pelo serviço prestado, mas ao mesmo tempo oferecem professores qualificados, salas climatizadas, ambiente limpo, biblioteca completa, laboratórios modernos, funcionários para atendimento, etc, nada mais normal na relação de fornecedor x consumidor. E esse serviço é cobrado, e como vimos anteriormente, 73% dos consumidores optaram em estar nas IES Privadas.
    Digo mais, o verdadeiro papel social no ensino superior quem faz, são as IES privadas, pois as mesmas tentam completar e aumentar sempre suas vagas, aumentando sempre sua infra-estrutura física e profissional, para melhor atender seus alunos. As mesmas possuem e desenvolvem vários projetos sociais, inserindo o acadêmico e a comunidade. Descontos (bolsas) próprios são oferecidos no apoio ao aluno, bolsas trabalho, bolsas pesquisa, PROUNI é recebido e atendido pelas IES privadas, tudo para poder inserir o aluno que não pode estar em uma IES pública, e ainda, o que precisa ou já está no mercado de trabalho, pode conciliar seus horários de estudo com o profissional, principalmente ofertando seus cursos no horário noturno, horário não atendido pela IES públicas. As IES privadas fazem de tudo para que os alunos possam realizar seus sonhos.


    José Luiz Andrade Duizith é o Diretor-Geral do Centro Universitário Luterano de Ji-Paraná (CEULJ/Ulbra)

    <<< COLUNAS ANTERIORES >>>

    Na Web Neste site