Anterior
Seguinte

 

Política direto de Brasília

 

        

........Accioly215@hotmail.com

 

JAPÃO E BRASIL: NADA A VER



(terça-feira, 26/04/11) Em junho de 2010, várias cidades pernambucanas foram invadidas pelas águas do Rio Una, com bairros inteiros arrasados em localidades como Palmares, Barreiros e Água Preta, entre outras. Passados quase onze meses desse desastre, a situação de miséria, abandono e desespero continua a mesma.
Em janeiro deste ano (2011), a Região Serrana do Rio foi destruída por intensos temporais que provocaram mortes, desabamentos e jogaram nas ruas milhares de pessoas que ficaram no abandono, inteiramente desamparadas. Passados mais de cem dias desse desastre, o cenário continua praticamente inalterado.
Em março de 2011, terremoto devastador (que atingiu 8,9 graus de intensidade na escala Richter), atingiu a Cidade de Sendai, no Japão, afetando, inclusive, às instalações da usina nuclear de Fukushima, obrigando a remoção de milhares de pessoas de área considerada de alto risco.
O Japão, já se disse (formado por arquipélago em que a maioria de suas ilhas tem origem vulcânica), não é lugar onde se devesse acomodar pessoas, construir Cidades, estabelecer rodovias, enfim, organizar sociedade de agrupamentos humanos, devido, justamente, às condições de inospitabilidade da Região.
O país importa praticamente tudo em matéria de alimento. Não produz petróleo, soja, não dispõe de nenhuma facilidade semelhante àquelas que se presenciam na zona da mata sul de Pernambuco. A arrecadação tributária (cobrança de impostos) tem índice de registro abaixo do que se coleta no Brasil.
O Japão, se pensado em termos brasileiros, não teria a menor condição de estar onde se encontra. Pois bem: no último dia 13 de abril, um mês depois do terremoto, o aeroporto destruído de Sendai, já recuperado, recebeu o primeiro voo de passageiros trazido pela empresa JAL Express.
Antes disso, a rodovia que liga Ibaraki a Tóquio havia sido liberada, seis dias depois do início das obras de reconstrução! Enquanto isso, a RJ-130, ligando Nova Friburgo a Teresópolis, nem parece ter sido construída alguma vez na vida. Mas continua-se cobrando IPVA e todos os outros impostos relacionados.
Somos país governado por maioria pilantra de aventureiros que conduz o povo no noticiário manipulado, novelas de baixo quilate (cheias de pornografia e duplo sentido), jogos de futebol e imoralidade consentida. As emissoras de TV, capitaneadas pela Rede Globo, transformaram o Brasil num imenso bordel, nada mais que isso.
E ai de quem se manifestar contrariamente! Será acusado de censor, de contrário à democracia e ao tal de Estado de Direito onde os menores de 17 anos, nas ruas, andam armados a cometerem assassinatos absolutamente impunes, ditando regras e impondo o medo numa organização social sem rumo.
Ainda esta semana, o ex-governador Roberto Requião (PMDB) agrediu um repórter e tomou o seu gravador, ao ser indagado se estaria disposto a abrir mão de pensão milionária que recebe como ex-mandatário do Paraná, como forma de contribuição na economia de recursos a serem empregados em prol da coletividade.
As provas aqui coletadas nunca são suficientes para nada. O então governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PFL) só foi afastado do cargo porque flagrado num vídeo recebendo pacote de dinheiro do delator do mensalão brasiliense, Durval Barbosa. Aqui é necessário não apenas mostrar e provar, mas ter vídeo.
O Brasil ainda terá de ser iniciado. A contaminação generalizada levará gerações inteiras até ser devidamente removida. É de se invejar os que acreditam num futuro promissor com as ratazanas que nos governam e classes médias cúmplices e covardes.

 

 

Márcio Accioly é jornalista
Rondônia, 26 de abril de 2011

 

 

 

 

 

 

 

 

Márcio Accioly

Colunas anteriores
Clique aqui
Resumo dos Jornais

Na Web Neste site