Usinas do Madeira: a energia do futuro
anterior - Coluna posterior Julho 23, 2007 7h54
* Por Valdir Raupp
A autorização dada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis(IBAMA) para o início das obras das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, em Rondônia, significa uma vitória para todos os rondonienses que há bastante tempo aguardavam por investimentos dessa grandeza.
Todos têm conhecimento dos percalços que marcaram a fase anterior á liberação da licença ambiental: da tribuna do Senado Federal fiz inúmeros discursos sobre a importância da obra e os obstáculos gerados em torno da liberação do licenciamento ambiental. Participei de diversos encontros com prefeitos, vereadores, ambientalistas e técnicos discutindo os principais aspectos dessa obra, desde a sua fase inicial até a inclusão dela, no Programa de Aceleração do Crescimento(PAC) por parte do Governo Federal.
Atualmente, a expectativa agora é com relação ao processo licitatório, que de acordo com o cronograma, teremos já em outubro o leilão da primeira hidrelétrica e o seu funcionamento até 2012.
A imprensa registrou que desde março de 2003, tenho da tribuna abordado a temática das duas usinas que juntas vão gerar 6.500 MW. No primeiro discurso abordei a notícia de que a construção das hidrelétricas estava prevista para começar em 2005. As notícias, então, davam conta de que as usinas entrariam em operação até 2007. De lá para cá, tenho lutado bravamente para que as notícias sejam tão boas quanto a que recebemos agora.
Embora a licença prévia imponha 33 condicionantes para que a definitiva seja concedida, é importante ressaltar esse momento de comemoração para o estado, e de aplaudirmos a decisão do governo federal por ter a iniciativa de anunciar um empreendimento dessa grandeza para Rondônia, o que vai propiciar a geração de emprego e renda e promover o desenvolvimento econômico do estado.
As exigências colocadas pelo IBAMA não se constituem novidades, considerando que a maior parte delas já foi incorporada ao projeto, a exemplo da retirada das ensecadeiras que são uma espécie de muro utilizado durante a construção com a finalidade de secar o canteiro de obras, o controle dos sedimentos do rio, a construção de canais para peixes, a implantação de um centro de reprodução e o monitoramento dos níveis de contaminação de mercúrio nas águas.
O que não queremos é que agora não existam mais obstáculos e que essas obras tão necessárias para o País, e para nossa região amazônica sejam realizadas. Não temos tempo a perder. As necessidades do crescimento fazem aumentar cada vez mais a demanda por energia. As alternativas de produção de energia que temos são, em geral, piores do que as hidrelétricas.
Portanto, a possibilidade de construir essas duas grandes usinas, a partir do aproveitamento do rio Madeira é algo que devemos festejar intensamente porque abre-se a perspectiva de que possamos manter o crescimento, cuja aceleração já se anuncia, pelos próximos anos.
O Instituto Acende Brasil realizou estudos que apontam um pequeno aumento no risco de racionamento de energia, a partir de 2010, possibilidade essa que não acredito porque o governo tem tomado todas as medidas pensando nesse problema.
Espero que os próximos dias sejam, ainda, melhores e que antes de terminar o meu mandato, possa voltar à tribuna não mais para cobrar celeridade ou para lembrar o que é óbvio, a importância estratégica da construção dessas usinas, mas para anunciar o estado avançado da sua construção, sua iminente entrada em funcionamento e o crescimento do Brasil e de Rondônia.
Valdir Raupp é ex-governador, senador da República pelo estado de Rondônia e líder do PMDB no Senado Federal.
* Valdir Raupp é ex-governador e senador da República pelo PMDB do Estado de Rondônia