setembro de 2008 | Duizith | Cristian Menezes | Márcio Acciolly
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  • Vitor Paniágua

    26 de setembro 9h18 2008

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    Sobre verdades e mentiras



    Algumas tomadas de posições em nossas vidas profissionais ou pessoais é uma questão de princípio. Ser elegante, ou não ser, ser ético ou não, ser coerente ou não, escolher entre dizer a verdade ou não.
    Assessores não são contratados para mentir. Nem é muito do meu princípio rechaçar informações inverídicas. Não pretendo aqui achincalhar o senhor Ribamar Araújo, ora assessor do candidato a prefeito de Vilhena da coligação União e Participação, José Rover. Na verdade nem gostaria de citar seu nome, só o faço pelo fato de ele ter citado o meu em matéria publicada na mídia regional. Não pretendo ser deselegante com um colega de ofício. Apenas separar a verdade da mentira.
    Quando afirmei que o seu cliente contratou uma banca de advogados em Brasília para tentar barrar a candidatura de Melki, citei nomes e sobrenomes dos juristas. Ele rebateu dizendo que não foi Zé Rover que contratou os advogados, mas o PPS. Coincidência ou não, o PPS é o principal partido de sua coligação. Ele disse ainda que os serviços advocatícios dos senhores Gianpaolo Machado Lage de Melo, Fabrício de Alencastro Gaertener e Renato Campos Galuppo nada custariam ao seu cliente. Pelo que me consta eles não são Defensores Públicos que advogam de graça. São experientes advogados, conhecidos na corte eleitoral, por isso cobram e não deve ser pouco. Se a conta não será paga pelo candidato da coligação União e Participação, alguém vai ter que pagar esse serviço, negar isso é brincar com nossa inteligência.
    Não pretendo taxá-lo de mentiroso, como ele disse da minha pessoa. Entendo que desconhecimento de fatos não é mentira, mas ignorância. Repassar mentiras como verdades, isso sim é mentir, e no caso da nossa profissão é incompetência, falta de investigação ou má-intenção. Para comprovar que a banca advoga para o senhor José Rover, basta acompanhar o processo (número 30814) no TSE. Está tudo lá, os nomes dos advogados de ambas as partes, os partidos, que por acaso são os que integram a coligação do senhor José Rover (PPS-PSB-PTN-PRP). Portanto a matéria não é caluniosa, não é mentirosa, muito menos pretende confundir a opinião pública, mas esclarecê-la a respeito de algo importante e que lhe interessa que é o andamento das eleições municipais. É para isso que existimos como profissionais.
    Como disse, escolher entre a mentira e a verdade é uma questão de princípio. Meus vinte anos de profissão, os colegas que adquiri nos vários órgãos sérios de comunicação que trabalhei em Rondônia e outros estados, o respeito que conquistei junto aos meus pares não me permitem escolher a mentira.
    A propósito, seja qual for a decisão da corte eleitoral a respeito do tema, faz-se necessário que ela seja pautada pela legalidade para o bem da democracia, não à custa de pressões externas. O senhor José Rover pode fazer do seu dinheiro o que bem entender, a lei permite, desde que ele declare isso formalmente para a Justiça. Quanto a mim, continuarei optando sempre pela verdade, somente a verdade, nada além dela. Para os que nãos estão acostumados com ela restará a convivência com verdades inconvenientes.

     

     

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