Coluna do Edmilson
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março2, 2008 9h02
Zózimo Tavares
Mesmo com as pernas meio amolecidas de tanto andar em Porto Velho para distribuir o jornal Correio Central, tive nos dois primeiros dias da semana a grata surpresa, e a satisfação de conhecer e dialogar por longo tempo com Zózimo Tavares Mendes, jornalista e escritor reconhecido do Estado do Piauí, profissional atuante do jornal Diário do Povo, de Teresina. Zózimo, que já presidiu o Sindicato dos Jornalistas Profissionais e o Clube do Repórter do Piauí, passou a manhã de quarta-feira na sede do Sindicato dos Jornalistas de Rondônia (Sinjor) com o presidente Marcos Grutzmacher e a professora Marilene, secretária da entidade.
# Pra mim foi uma semana mágica, aprendi muito e descobri que tenho amigos de verdade, e que só vou parar meu trabalho se Deus assim quiser.
Perfil de Zózimo
Zózimo Tavares é formado em Jornalismo e Letras, Pós-Graduação em Comunicação e Marketing e Mestrado em Lingüística. Poeta, cordelista, radialista, tendo exercido funções de repórter e apresentador da Rádio Difusora, repórter e editor na TV Rádio Clube (afiliada da TV Globo). Zózimo foi colunista e editor do Jornal O Dia e editor chefe do Diário do Povo; ele atuou como correspondente do Correio Brasiliense no Piauí. E o homem ainda é professor de Literatura Brasileira da Universidade Federal do Piauí. Zózimo havia observado a edição do jornal Correio Central que deixei no Sinjor, e foi me apresentado pelo amigo Marcos Grutzmacher.
# É encontrando com pessoas como o jornalista piauiense que continuo insistindo em publicar o jornal regional de Ouro Preto, vencer barreiras financeiras de toda ordem, e quem sabe, os falsos amigos e a porca miséria da inveja.
Sobre o BBB 8
Da conversa que iniciei com o jornalista piauiense, quase surtei (de alegria) quando ele disse ter achado ‘interessante’ publicações como o Correio. No entanto, fui surpreendido com uma resposta que não esperava, ao questionar o que o escritor achara da final do Big Brother Brasil 8, que havia terminado na noite anterior. A piauiense Gyselle perdeu R$ 1 milhão na disputa final contra o participante Rafinha, o escritor piauiense considerou ‘bem feito’, e disse que a participante causou mobilização absurda no seu Estado, mas que a atuação (talvez ao falar) dela envergonhou os conterrâneos. No final da coluna de hoje, publicamos artigo do jornalista, datado de janeiro, quando o BBB ainda não havia iniciado, sobre o que ele pensava antes de tudo.
E por acaso...
E falando em Sinjor, segunda e terça a sede do Sindicato dos Jornalistas parecia a redação do jornal Folha de Rondônia, em dia de pagamento. Mas não é. De repente, entram no Sinjor, quase que ao mesmo tempo, o Vitor Paniágua e o Afonso Locks, ambos de Vilhena. O Afonso que chegou responder quase 70 processos de uma só vez, quando denunciava (pelo Correio de Notícias) a ‘Casa do Povo’ da Legislatura Estadual passada, disse que hoje já pode se ‘acasalar’ com a companheira sem precisar tirar ‘certidões’ e alvará de autorização. E deu tempo pra ir à Assembléia e conversar com os jornalistas Marcelinho Freire, o Marcelo Bennesby, o Gessy Taborda e o Gilmar.
# Ainda na Assembléia Legislativa, em conversa com o jornalista Carlos Sperança, ficou acertado que a bem conceituada coluna de informações dele vai ser editada pelo Correio Central, ele será nosso novo parceiro.
O BBB é a salvação!
Como na canção "Velho demais" (Toda vez que olho no espelho, vejo um rosto magro e feio/é que eu tô ficando velho demais... ), um hit que fez sucesso no início dos anos 80, assim sou eu, hoje. É o preço de ser precoce! Comecei no jornalismo aos 20 anos, casei cedo... Entrei para a Academia Piauiense de Letras aos 40 anos... Tudo precocemente, até a queda de cabelo, que começou quando eu ainda não tinha 18.
# Como meu coração já parou uma vez, quando eu contava 42 anos, desconfio que já estou na prorrogação. E, como sabem, na prorrogação, não temos tempo a perder e só queremos saber do que pode dar certo, como na canção de Torquato Neto. Então, nessa sucessão de episódios precoces, desconfio, também, que a velhice está batendo em minha porta mais cedo, pois, aos 45, começo a ficar intolerante com muita coisa. Dos outros, claro!
# Agora mesmo, tenho acompanhado o festival que se faz pela piauiense Gyselle, que vai para o Big Brother Brasil 8 como representante do Estado, embora ela tenha nascido em Teresina por acaso, vivido em Timon e morado na Europa.
# Ela não tem culpa. Pelo contrário, pela sua beldade e pela sua proeza, se faz merecedora das páginas especiais, blogs, comunidades de Orkut e outras manifestações que explodiram em seu apoio. Nunca vi tanta mobilização por uma causa. Até parece que a simples presença da moça no BBB será a nossa redenção e o ponto alto da elevação de nossa auto-estima!
# Não entro no mérito de que o BBB seja um programa fútil e popular abaixo da crítica. Há gosto para tudo. O que me espanta é por que nós, piauienses, não fazemos uma mobilização como esta por causas mais justas, mais necessárias e mais conseqüentes. Exemplos: por que não cobramos, com esse mesmo aparato, com esse mesmo empenho, com essa mesma garra e esse mesmo entusiasmo, a conclusão das eclusas de Boa Esperança, a retomada do porto de Luís Correia e a abertura do novo Pronto-Socorro de Teresina?
# Por que não fazemos a mesma mobilização, também, pela conclusão do metrô, a retomada das obras da Ponte do Sesquicentenário e tanta coisa que ainda está por ser feita neste Estado? Ou contra outras que estão acontecendo, como o avanço desenfreado da violência? Que espírito de piauiensidade é este que acha que o Big Brother é tudo? Por Zózimo Tavares - publicado em 07-01-2008