
02/08/09 - 10:16
Um bom gestor quem faz é o eleitor
A atual crise política no Senado, que tem escandalizado a opinião pública com o mal exemplo de gestão de uma instituição, coloca o país no seguinte dilema: ou avançamos num ritmo acelerado para acabar com a corrupção, punindo os responsáveis, ou um novo episódio de impunidade servirá apenas para desgastar ainda mais a imagem dos políticos e para minar a confiança que os cidadãos ainda mantêm em relação às instituições públicas.
Cabe à sociedade manter-se alerta. A limpeza de atos corruptos e secretos nas instituições públicas tem que ser a prioridade de todo administrador. E o momento decisivo para que o cidadão também contribua com essa limpeza será as eleições do próximo ano. Isso porque a corrupção nas instituições públicas começa nas eleições. Como sempre digo, quando um político compra o voto do eleitor o compromisso dele não é com este eleitor, ou com a população de maneira geral, mas com quem financiou sua campanha. Por isso, banir os compradores de voto da política é um compromisso que todo eleitor tem para com a coletividade.É importante, portanto, que a população conheça quem é quem na política e eleja pessoas realmente compromissadas com o interesse público. Só assim os eleitos farão uma gestão voltada para os interesses da população. Pois quando o político se elege com a compra de votos, assim que chega ao poder trata logo de montar empresas fantasmas para ganhar licitações superfaturadas e desviar dinheiro público. Essas são as formas mais frequentes encontradas pelos políticos descompromissados com a população para colocar a mão em dinheiro do povo. Isso precisa ser evitado e o eleitor é a peça fundamental nesse processo. Basta dar cartão vermelho a quem recorre a artifícios ilegais. O futuro de um país, de um Estado, de uma cidade, está sempre nas mãos do eleitor. A boa gestão pública também passa pela escolha do eleitor. Essa mudança já começou em vários cantos do Brasil e Rondônia também precisa mudar e passar por esse choque de gestão. Rondônia já vive um momento de transformações econômicas, por conta das usinas do rio Madeira, mas precisa ainda de uma transformação na forma como é gerenciada. Precisa de gestores comprometidos com desenvolvimento humano, com a promoção da qualidade de vida para todos os rondonienses e não de políticos populistas e compradores de voto.
24/07/09 - 21:51
Tudo passa pela qualificação
Porto Velho e Rondônia como um todo são sedes de grandes projetos. A construção das usinas do rio Madeira mudou a rotina de quem mora na capital e certamente também modificará a de quem reside em outras cidades, porque não tenho dúvidas de que diversas grandes empresas se instalarão nessa parte do país. Eu sempre disse que essa região tem tudo para crescer, já que os grandes centros brasileiros estão saturados. A alternativa para quem deseja investir é aqui. O principal entrave para os empreendimentos de maior porte é a falta de energia segura, coisa que está ficando para o passado. Acontece que todo esse desenvolvimento que está chegando por aqui traz à tona também um grande problema: em Rondônia falta mão de obra qualificada. Algumas empresas que estão vindo pra cá não estão dispostas a treinar ninguém, por isso traz trabalhadores especializados de fora. É claro que todo mundo que chega é bem vindo, porque a maioria de nós chegou aqui um dia, mas o interessante seria que esses postos de serviço que estão sendo criados fossem ocupados pelas pessoas que já estão morando em Rondônia.Defendo a valorização do povo amazônico como um todo. Ainda bem que existe muita gente que pensa como eu. Prova disso é o 12° Intereclesial, promovido em Porto Velho pela Igreja Católica para desmistificar a Amazônia, para que lá fora parem de ver nossa gente como um povo que somente desmata e destrói o meio ambiente. A visão que o restante do Brasil tem de nós precisa ser modificada. Eventos como o 12° Intereclesial certamente ajudam a modificar essa visão. A intenção é que lá fora valorizem mais o amazônida. E que os projetos e grandes empreedimentos estabeleçam diálogos com as populações tradicionais. Essa valorização também precisa acontecer aqui. Nossas autoridades precisam dar mais atenção à população, oferecendo, por exemplos, cursos profissionalizantes para que os empreendedores que estão chegando não precisem trazer mais gente de fora por falta de gente qualificada aqui.
O ideal é que os projetos que serão implementados de agora em diante sejam integrados pela população economicamente ativa do Estado e que também promovam a inclusão social de quem está a margem do mercado de trabalho. Que esses projetos não apenas retirem as riquezas da Amazônia, mas beneficiem a população local. A visão das pessoas lá de fora sobre quem mora aqui tem que ser modificada, mas precisamos ajudar nesse processo com a qualificação profissional. Não podemos nos esquecer nunca dos jovens neste contexto. Devemos inseri-los neste processo, porque eles são o futuro de Rondônia e do País. O Projovem Trabalhador, desenvolvido pelo Ministério do Trabalho em parceria com os empresários, é um bom exemplo do que pode ser feito para qualificar nossos jovens e precisa ser ampliado aqui em Rondônia. O esforço é coletivo em preparar nossa gente para colher os frutos de todos esses investimentos. Será muito melhor para os que já estão aqui acreditando no futuro da nossa terra.
12/07/09 - 19:03
Precisamos dar um freio nos maus políticos
Ainda não estamos em ano eleitoral, mas os pretensos candidatos começam a despontar na imprensa. Quando uma notícia é boa para alguma categoria, logo aparecem diversos pais para a criança. Todos são políticos de olho nos votos que poderão vir a ganhar no próximo ano. Ao eleitor cabe ficar atento a essa movimentação e saber quem de fato está trabalhando pelo bem da comunidade e quem está pegando carona nos projetos que atendem os interesses de determinada classe. Os espertalhões estão sempre de olho em oportunidades para ficar bem perante o eleitorado. Assim, em uma campanha, quem pouco ou nada fez sempre dá um jeito de dizer que trabalhou, para mais uma vez tentar enganar o eleitor. Infelizmente isso está se tornando cada vez mais comum na política brasileira, mas felizmente o eleitor está ficando cada vez mais atento e percebe quando um detentor de mandato está querendo aparecer. Em véspera de ano eleitoral é hora de redobrar a atenção, porque os maus políticos ficam ainda mais ativos.
Durante uma campanha, a estratégia de quem não tem trabalho para apresentar à população é pegar carona em projetos de outros políticos e comprar votos. Quem parte para esse caminho é extremamente nocivo para a sociedade, porque depois dará um jeito de retirar o dinheiro investido na campanha. Se chegar ao poder, dará um jeito de montar empresa fantasma para participar de concorrências públicas, fará obras superfaturadas e desviará dinheiro. E como estará tão interessado em conseguir dinheiro, não trabalhará. Assim, pra dizer que está fazendo alguma coisa útil, continuará tentando pegar carona em projetos de interesses sociais apresentados por outros políticos. Eu já disse diversas vezes que o nascedouro da corrupção é a campanha eleitoral onde o candidato compra votos. É por isso que ilegalidades assim precisam ser combatidas durante a campanha, porque se por acaso o candidato se eleger e conseguir tomar posse é difícil afastá-lo do cargo, mesmo com todas as provas na mão.
É interessante ao eleitor prestar atenção nas atitudes dos detentores de mandato. Tem aquela estória do que parece, mas não é. Então, tem aquele político que parece estar trabalhando, enquanto na realidade não é isso o que está acontecendo. O ideal é que o eleitor saiba quem é quem na política, para não dar uma segunda chance a quem comprou votos, a quem pouco ou nada fez pelo bem da comunidade. A população está pagando uma conta muito alta devido à ação de determinados políticos. Se não houvesse corrupção, com toda certeza haveria mais dinheiro para resolver problemas básicos, que afetam toda a comunidade. É por isso que precisamos de detentores de mandato realmente compromissados com o eleitor, que trabalhem pelo bem da maioria, dos que mais precisam. O desenvolvimento de um país, de um Estado, depende disso. Precisamos dar um freio a determinadas atitudes, e esse freio deve ser dado na hora da votação.
03/07/09 - 21:55
Tudo começa com o empreendedor individual
A Lei Complementar 128, de dezembro de 2008, que criou a figura do empreendedor individual, passou a vigorar a partir desta semana e vai tirar da informalidade milhares de pessoas que eram até mesmo marginalizadas, porque não tinham a oportunidade de buscar a regularização profissional. A lei é benéfica para Rondônia, onde, por exemplo, muitos vendedores ambulantes poderão tirar CNPJ e até emitir nota fiscal, tendo direito a benefícios como aposentadoria por idade. Para ter acesso a todas essas vantagens o empreendedor individual terá que pagar uma taxa inferior a R$ 60,00. É claro que existem algumas exigências, como por exemplo ter uma renda máxima de R$ 36 mil por ano e contar com no máximo um funcionário ou ajudante recebendo um salário mínimo. As taxas para regularização da empresa são gratuitas e o imposto bem mais baixo do que o cobrado das empresas. Está certo. Essa iniciativa dará a oportunidade para que muitos empreendedores e vendedores ambulantes iniciem o seu próprio negócio. Na essência, toda grande empresa começa assim.
É claro que a figura do empreendedor individual contribuirá para o crescimento da economia do país. A taxa é pequena, mas se for multiplicada por milhares de pessoas que buscarão a regularização, acabará resultando em uma quantia significativa. É com esse tipo de atitude, com impostos mais baixos para os pequenos empresários, que a economia do país vai crescer e poderá até superar as perspectivas deste ano, mesmo no cenário de crise. A carga tributária no Brasil sempre foi muito alta, mas ainda bem que estamos vendo uma flexibilização, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para incentivar as vendas neste momento difícil da economia mundial e também a redução de tributos para regularização dessa grande quantidade de pessoas que atuam na informalidade por falta de apoio dos nossos dirigentes. Essa flexibilidade precisa ser adotada sempre que for necessário, para o bem dos brasileiros, principalmente os de baixa renda.
Segundo o Sebrae, no Brasil existem aproximadamente 11 milhões de pessoas atuando na informalidade. Somente em Rondônia são 60 mil. A perspectiva agora é que até o final do próximo ano cerca de um milhão de autônomos se regularizem no país. Particularmente, acredito que esse número poderá ser maior, caso seja feita uma campanha de conscientização. Quem pode trabalhar como empreendedor individual não tem razão alguma para continuar atuando informalmente, principalmente se ficar ciente dos benefícios da regularização. Já citei a aposentadoria por idade, mas existem outros, como aposentadoria por invalidez, auxílio doença e salário maternidade. Sem falar da possibilidade de contrair empréstimos com juros mais baixos para ampliar o negócio. Outra vantagem é que praticamente não existe burocracia para se cadastrar e conseguir o CNPJ. A Lei Complementar 128, que passou a vigorar ontem, merece ser comemorada por todos os que hoje atuam na informalidade. É um grande avanço no Brasil, que de fato está se modernizando.
Um bom final de semana para todos
Precisamos discutir propostas para desenvolver o Estado
No próximo ano teremos eleições em Rondônia e as movimentações políticas começam a acontecer. É importante, pelo bem do povo que aqui vive, a formulação de uma aliança entre os partidos verdadeiramente compromissados com o desenvolvimento do Estado. Eu sempre acreditei no futuro de nossa região e no potencial de nosso povo. A construção das usinas do rio Madeira poderá alavancar o nosso progresso, mas precisamos ter à frente do Estado pessoas que possam assegurar o crescimento econômico, pessoas realmente compromissadas com a nossa gente, e não apenas com determinados grupos. Rondônia só terá a ganhar com esta ampla aliança se ela assim for concretizada. Acredito, portanto, que as lideranças empresariais, os dirigentes partidários, os homens públicos e todas as pessoas interessadas no bem da nossa gente devem começar a conversar entre si para auxiliar na elaboração da melhor proposta o nosso Estado, pensando sempre que as pessoas que mais precisam de ajuda devem sem beneficiadas pelas melhorias que, com toda certeza, deverão acontecer se o Estado for bem administrado.
O que vejo atualmente é os partidos se aglutinando em torno de nomes. É até natural, pois os partidos precisam apresentar suas lideranças, mas precisam também formalizar suas propostas e somar esforços visando o desenvolvimento de Rondônia. Esse é o princípio da boa política. Assim, poderia ser formada uma grande aliança em torno de uma proposta. Depois disso seria a hora de ver qual nome se ajustaria melhor às propostas apresentadas por um grupo de partidos. Acredito que as alianças promissoras são formadas desta maneira. O nome do candidato, ou do pré-candidato, deveria ficar sempre para depois. O principal deveria ser o objetivo do grupo de partidos, e não quem será o cabeça da chapa.
Eu sou integrante de um partido, o Partido Democrático Trabalhista (PDT). Temos uma proposta visando o desenvolvimento de Rondônia e vamos compartilhar essas ideais com outros partidos. O PDT, como o próprio nome diz, é um partido democrático e trabalhista. Por isso estamos sempre incentivando o trabalho, o desenvolvimento e o progresso. E estamos vendo a falta de ações concretas para que o Estado possa crescer. Não é por falta de alertas. Diversas vezes, neste mesmo espaço, avisei que deveriam ser oferecidos cursos para preparar nos trabalhadores de Rondônia para a construção das usinas. Poucos cursos foram oferecidos e as empresas tiveram que trazer muita gente de fora. Nada contra os que estão chegando, mas seria melhor se beneficiássemos primeiro os que já estavam aqui antes. Essas coisas requerem planejamento, requerem um cronograma de trabalho. É por isso que digo que propostas são muito mais importantes do que nomes. Vamos pensar nisso.
Um bom fim de semana para todos.